TRATAMENTO PARA HIPERTROFIA

Hipertrofia Muscular

É muito comum os pacientes pensarem que ter uma suplementação adequada e muito treino é suficiente para desenvolver hipertrofia, mas esquecem que o descanso é tão importante quanto.

Também é preciso dizer que para obter hipertrofia é preciso submeter o organismo a situações de maior esforço físico, especialmente mediante sobrecarga de peso (cargas maiores do que aquelas a que estamos habituados), ou seja, não existe fórmula mágica onde a hipertrofia ocorre sem treino.

Por fim, mesmo que você treine de forma intensa e descanse, mas não nutra de forma adequada seus músculos, o processo de hipertrofia não obterá toda a sua eficácia.

 

O mecanismo de aumento de massa muscular

Quando iniciamos uma atividade física com uma sobrecarga de peso, tirando os músculos da zona de conforto, o estresse mecânico gerado pela contração muscular intensa desencadeia uma série de reações físicas e químicas que atuam no corpo inteiro, como a ativação de genes responsáveis pela síntese de proteínas musculares.

Enquanto isso acontece, o músculo sofre danos microscópicos, que são considerados positivos por serem temporários e reparáveis. Em resposta, as células do local que sofreu essas micro-lesões liberam moléculas sinalizadoras, que ativam o sistema imunológico. Assim, as células satélites se proliferam, dirigindo-se ao local afetado e fundindo-se às fibras musculares para reparar os danos.

O resultado do ciclo de micro-lesões e reparos faz os músculos aumentarem de volume, ou seja: crescerem e se fortalecerem, como fruto da adaptação. Para que isso ocorra de forma mais eficiente é preciso, além do estímulo físico, atenção à ​​nutrição adequada. Além disso, níveis hormonais, gênero, idade e genética influenciam no desenvolvimento muscular.

 

Benefícios da hipertrofia muscular

Além do ganho de desempenho e de mudanças estéticas, a hipertrofia muscular tem ligação com a boa saúde. Responsável por mais de 50% da massa corporal, o tecido muscular é essencial do ponto de vista metabólico.

Assim, o aumento de um tecido metabolicamente ativo, como os músculos, pode trazer diversos benefícios. Isso porque os músculos usam a glicose como combustível, ajudando a controlar seus níveis no sangue, o que se reflete na prevenção do diabetes tipo 2. O ganho de massa muscular também contribui para reduzir o risco de queda.

Além disso, a prática de exercícios induz mudanças epigenéticas que afetam a expectativa de vida. O corpo humano carrega dezenas de milhares de genes em seu DNA, mas nem todos eles estão em atividade. O exercício faz com que alguns desses genes sejam ativados (uma mudança epigenética) e esses genes podem diminuir o risco de doenças cardiovasculares, resistência à insulina, envelhecimento prematuro e declínio neuro cognitivo, entre outros.

 

Como manter a hipertrofia muscular

Como vimos, o ganho de massa muscular exige bastante dedicação à atividade física e à nutrição. Por isso, qualquer interrupção na rotina de treinos, seja por lesão, viagem, ou algum outro imprevisto, gera preocupação quanto à manutenção da massa magra. Mas a ciência vem apontando que o uso de alguns suplementos pode ajudar a manter o nível ou diminuir o ritmo de perda de massa muscular de atletas em períodos de inatividade.

A ingestão calórica adequada deve ser a primeira consideração nutricional, pois o balanço energético negativo acelera a perda muscular, especialmente no período de desuso. Além disso, a redução geral na ingestão calórica pode ser acompanhada de um declínio na quantidade de proteína ingerida a um nível que não atinge a ingestão recomendada para manutenção da massa muscular em atletas.

Assim, a ingestão calórica pode ser um pouco maior do que o normalmente indicado a não atletas. Mas atenção, esse cálculo deve considerar que o fornecimento de energia em excesso não tem maiores efeitos sobre a perda muscular e pode resultar em um aumento da deposição de gordura.

Por que ganhar massa muscular é importante depois dos 35 anos?

Depois dos 35 anos, a massa muscular se torna um dos principais marcadores de saúde, força, metabolismo e envelhecimento funcional. Ter mais músculo não é apenas uma questão estética. Massa muscular ajuda no controle da glicose, no gasto energético, na proteção articular, na autonomia e na qualidade de vida.
Para homens adultos, ganhar ou preservar massa muscular é parte fundamental de um plano de longevidade.

Por que algumas pessoas treinam e não conseguem ganhar massa muscular?

Isso pode acontecer por alimentação inadequada, baixa ingestão de proteína, treino mal estruturado, sono ruim, excesso de estresse, baixa recuperação, deficiência de nutrientes, alterações hormonais ou falta de progressão no treino.
Quando o ganho muscular não acontece apesar do esforço, é importante investigar o corpo como um sistema — e não culpar apenas o treino.

Testosterona baixa pode dificultar o ganho de massa muscular?

Sim. Quando há deficiência de testosterona, o homem pode apresentar dificuldade para ganhar massa muscular, queda de força, pior recuperação, aumento de gordura, cansaço e baixa disposição. Mas a avaliação precisa ser feita com critério.
Nem toda dificuldade de hipertrofia é hormonal. Por isso, exames, sintomas, histórico clínico, sono, alimentação e treino devem ser analisados em conjunto.

É possível ganhar massa muscular durante o emagrecimento?

Em alguns casos, sim. Principalmente quando o paciente está voltando a treinar, tem excesso de gordura, estava sedentário ou passa a seguir uma estratégia bem organizada. O objetivo pode ser a recomposição corporal: reduzir gordura e preservar ou aumentar massa magra.
Isso exige acompanhamento, ingestão adequada de proteína, treino de força, sono, controle de carga e ajustes ao longo do processo.

Suplementos são necessários para hipertrofia?

Suplementos podem ajudar, mas não são a base. Creatina, whey protein e outros recursos podem ser úteis quando existe indicação, rotina compatível e objetivo claro. Porém, nenhum suplemento compensa sono ruim, dieta desorganizada, treino inadequado ou falta de consistência.
A suplementação deve ser individualizada e fazer parte de uma estratégia maior.

Como saber se meu corpo está respondendo bem ao treino?

A resposta ao treino pode ser avaliada por força, medidas, composição corporal, fotos, disposição, recuperação, exames, qualidade do sono e evolução da performance. Nem sempre a balança mostra o progresso real.
Por isso, o acompanhamento médico pode ajudar a diferenciar perda de gordura, ganho de massa muscular, retenção, fadiga, excesso de treino ou falta de recuperação.

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